Mobilização pela paz terá marcha mundial
A estimativa é que um milhão de pessoas participem de partes do percurso, que vai envolver 90 países
Marcos Zanutto
Para Ernesto Kramer é essencial reduzir o militarismo e buscar formas pacíficas de resolver os conflitos
Noventa dias de viagem, 160 mil quilômetros e 90 países percorridos. Estes são os números da Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência, que será realizada de outubro de 2009 a janeiro de 2010 e é promovida pelo Movimento Humanista e pela organização internacional Mundo sem Guerras. O evento tem o objetivo de chamar atenção para o tema do pacifismo. E mesmo quem não tem disposição para botar o pé na estrada pode participar. A mobilização vai incluir diversos atos pela paz nas localidades por onde os participantes passarão.
A largada será dada em 2 de outubro. A data não foi escolhida por acaso. É o anivesário de nascimento de Mahatma Ghandi e Dia Internacional da Não-Violência, declarado pela Organização das Nações Unidas. Os participantes sairão de Auckland, na Nova Zelândia; três meses depois a marcha termina na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, na Argentina. Os trechos serão vencidos de carro, moto, trem, barco. A estimativa é que 1 milhão de pessoas participem de partes do percurso. A equipe permanente é formada por 50 pessoas.
Em Londrina, entidades como o Movimento Humanista e a ONG Londrina Pazeando já estão promovendo encontros para definir quais atividades serão promovidas na cidade para a passagem da marcha.
Para o argentino Ernesto Kramer, 66 anos, que está há quase três décadas no Brasil, o evento pretende alertar a população de todo o mundo para o risco de guerras. ''Mais da metade do produto mundial é usado em gastos militares. Com 10% do orçamento militar seria possível acabar com a fome'', ressalta Kramer.
Ele destaca que é essencial reduzir o militarismo e buscar formas pacíficas de resolver os conflitos. Isto inclui combater todos os tipos de violência: física, econômica, religiosa, ambiental, psicológica, de preconceito de raça e de gênero, entre outras.
E a solução, acredita Kramer, precisa ser construída pela população. ''Acreditamos que alguma coisa tem de ser feita. E é nesse contexto que o movimento quer mobilizar não apenas pequenos grupos, mas incluir o mundo todo'', destacou.
O presidente da Londrina Pazeando, Luís Cláudio Galhardi, garantiu que a Marcha Mundial será divulgada em todos os eventos promovidos pela entidade. ''Também vamos fazer contato com as autoridades para sensibilizá-las e envolver a cidade no movimento'', acrescentou.
Ele ressaltou que para que os movimentos pela paz sejam bem sucedidos é necessário ''intensificar e aumentar'' as campanhas. ''O cidadão se sente impotente em buscar soluções sozinho. Com a mobilização de cada vez mais pessoas, porém, é possível atingir resultados'', aponta.
Serviço - Informações sobre a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência podem ser obtidas nos sites www.marchamundial.org e www.marchamundial.net.
Londrina está na rota da MM. Boa parte dos participantes passarão em direção ao Paraguay e à Argentina. Antes disso temos pela frente uma longa etapa de divulgação. Diversas ações podem ser realizadas com pessoas que apóiem localmente.
Conferenza stampa e presidio
indetto da Coordinamento ATO Toscana Centro, Coordinamento dei comitati della Piana di Firenze Prato e Pistoia, Rete di Coordinamento Valdarno Aretino, Valdarno Fiorentino e Valdisieve
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