Por Renata Lea e Fabíola Munhoz - PRESSENZA
Entre 2 de outubro de 2009 e 2 de janeiro de 2010, o mundo assistirá a maior mobilização que a humanidade já teve notícia: uma Marcha Mundial ao redor do mundo para promover a paz.
São inúmeras pessoas envolvidas em um trajeto que percorrerá os sete continentes, a partir da Nova Zelândia, de onde o grupo sairá no dia de aniversário de Gandhi, 2 de outubro de 2009. O ponto de chegada é aos pés do Aconcágua, no Chile, no dia 2 de janeiro de 2010. No caminho, a marcha visitará realidades diferentes, já que o trajeto é tão amplo quanto sua causa, e passará tanto por regiões de conflito, como Israel e Palestina, como por áreas quase desabitadas, como Antártica e Punta Arenas.
A Marcha Mundial é o ponto alto de uma campanha de um ano que visa promover a paz e a não violência e já conta com centenas de projetos de indivíduos e organizações que querem denunciar a perigosa situação de violência que o mundo vive hoje.
As centenas de organizações e indivíduos que estão se somando à Marcha, acreditam que o atual clima de tensão entre países vem nos levando ao risco de uma guerra mundial nuclear.
"Esta marcha mundial tem como objetivo principal criar consciência que a Paz é o único caminho para superar a pré-história humana", diz Flavia Estevan, porta-voz da Marcha Mundial em São Paulo, ressaltando também, as principais propostas da iniciativa: redução progressiva e proporcional do armamento, o desmantelamento das armas nucleares, a assinatura de tratados de não-agressão entre países e a renúncia dos governos às guerras como meio de resolver conflitos.
Centenas de atividades e manifestações já estão ocorrendo ao redor do mundo, como atos em defesa da paz no Oriente Médio e a participação na Marcha das Mulheres, em São Paulo. Ainda estão programados outros eventos, entre eles, três mega-concertos em Praga, Dakar e Santiago, símbolos da paz realizado por para-quedistas russos, marcha pelo mar pelo estreito de Gibraltar.
A marcha já conta com a adesão de centenas de notáveis, incluindo a presidente do Chile, Michelle Bachelet; Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi; José Saramago, Eduardo Galeano, maestro Zubin Metah, Dalai Lama, Leonardo Boff, Silo, entre outros. Também já aderiram organizações como a Anistia Internacional e a Cruz Vermelha em alguns países, Avós da Praça de Maio, Opanal (organismo para proscrição de armas nucleares), Greenpeace da Hungria, entre outras.
A Marcha é aberta à participação de toda pessoa, organização, coletivo, grupo, partido político ou empresa que compartilhe a sensibilidade do projeto.
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